by Filipa Moita

Pode a tecnologia ser sustentável num mundo dominado pelo consumo de gadgets digitais, cujo crescimento desenfreado é totalmente proporcional ao lixo eletrónico produzido? A resposta a esta questão é um dos grandes desafios da sociedade atual que produziu, em 2016, 44,5 milhões de toneladas de REEE prevendo-se que daqui a dois anos, em 2021, este valor ascenda a 52 milhões de toneladas.

A realidade e os desafios associados à problemática do lixo eletrónico, no País, na Europa e no Mundo foi o tema central do “e-Waste Summit |Tecnologia Sustentável na Era Digital” que reuniu hoje em Lisboa, pela primeira vez, vários especialistas na matéria, mas também académicos, ambientalistas, setor empresarial e decisores políticos, como o secretário de Estado do Ambiente, com o objetivo comum de contribuir para uma análise do panorama português no que respeita à gestão dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos – REEE.

Este momento de debate, que surge da união de esforços entre a LG Electronics Portugal e a ERP Portugal (Entidade Gestora de Resíduos) para consciencializar os portugueses para a importância de neutralizar algumas das principais ameaças ambientais, entre as quais se insere o “lixo eletrónico”, do qual apenas 15 a 20% é reciclado a nível mundial, é apenas uma das iniciativas que estas duas entidades vão levar a cabo até ao final do ano.

A organização do e-Waste Summit surge no âmbito da estratégia de Responsabilidade Social e Corporativa da LG Eletronics, cujo principal objetivo é a criação de um sistema de gestão e um portfolio que assegurem um ambiente melhor, contribuindo para que as comunidades onde operam tenham uma vida melhor, tanto a nível social como ambiental.

“A estratégia de ambiental da LG, definida em 1994, procura implementar sistemas de gestão ambiental ao longo do ciclo de vida dos seus Produtos, desde o seu Desenvolvimento, passando pela Produção, Utilização e Fim de vida, por forma a reduzir o impactos no ambientes decorrentes da nossa atividade.”, explica o Diretor de Marketing da LG Portugal, Hugo Jorge,  esclarecendo que “a LG já desenvolve a nível mundial um processo de montagem para os seus televisores que é executado de forma a que o desmantelamento permita a reciclagem de grande parte dos componentes, pois estamos cientes de que o lixo eletrónico é quase 100% reciclável, desde que seja devidamente tratado.”

Para Rosa Monforte, Diretora Geral da ERP Portugal, “estas iniciativas são bastante relevantes, pois permitem alertar para a importância da adoção de comportamentos sustentáveis, sensibilizando a população e chamando para a agenda do dia esta preocupação, que é de todos. Aumentar a quantidade de REEE recolhidos nos canais corretos com vista ao tratamento das suas substâncias nocivas, bem como a reciclagem de materiais são metas que a ERP Portugal tem na base destas oportunidades de informação, sensibilização e educação dos diferentes grupos-alvo visados.”

Com o volume de resíduos eletrónicos cada vez mais crescente, são várias as iniciativas e campanhas de sensibilização que a LG tem vindo a promover em torno da consciencialização e preservação ambiental. Para além das inovações e medidas adotadas para neutralizar algumas das principais ameaças ambientais, e do desenvolvimento de equipamentos com uma cada vez maior eficiência energética, a LG tem também contribuído ativamente para a preservação efetiva do meio ambiente a nível global, mas também no nosso País.

Para o efeito a marca tem estado associada a várias iniciativas e campanhas de sensibilização como a plantação, no ano passado, de mais de dois milhares de árvores junto ao aeródromo da Maia, zona afetada pelos fortes incêndios de 2017, ou na Geração Depositrão desenvolvida pela ERP Portugal e que conta, em média, com o envolvimento de mais de 900 entidades, 420 mil alunos e cerca de 40 mil professores, com maior incidência nas escolas do 1.º ciclo do ensino Básico.