Inquérito sobre a reciclagem de REEE

Em 2017, os REEE gerados na Europa aumentaram para 46 milhões de toneladas e até 2021 estima-se que este número seja superior a 52 milhões, o que equivalerá a mais de 6,5 kg/habitante.

Estes números representam fortes desafios no âmbito da reciclagem destes resíduos, compostos por substâncias nocivas que exigem um tratamento específico, e componentes valorizáveis que, quando reintroduzidos no processo de fabrico de novos equipamentos, evitam a delapidação dos recursos naturais.

Neste conjunto encontramos equipamentos como os smartphones ou tablets, tantas vezes guardamos na gaveta sem funcionarem quando podem ser úteis, dado apresentarem na sua composição metais valorizáveis.

A ERP Portugal participa em vários projetos e grupos de trabalho, nos quais se pretende estudar e inovar nas soluções para esta problemática. Alguns exemplos são o projecto CREW (recuperação de equipamentos elétricos e eletrónicos), em parceria com a Lipor-Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, bem como o grupo de trabalho APESB YPG, focado na temática do Urban Mining.

Com o objetivo de estudar os hábitos da população em vários países, a Universidade de Wageningen (Holanda) convida a responder a um pequeno questionário, disponível aqui.

Importância da Reciclagem

Em Portugal, a Diretiva de REEE foi transposta para o quadro legislativo nacional através do Decreto-Lei n.º 67/2014, de 7 de maio, recentemente atualizado pelo Decreto-Lei n.º 152-D/2017, de 11 de dezembro.

Esta legislação tem como principal objetivo a prevenção, redução e reciclagem de REEE ou outras formas de valorização destes resíduos, de modo a diminuir a sua quantidade e melhorar o comportamento ambiental de todos os intervenientes no ciclo de vida dos Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (EEE): produtores, distribuidores, consumidores e operadores de resíduos.

As metas de reciclagem definidas neste documento são mais ambiciosas do que as anteriores (4kg/habitante), atingidas no nosso país, nomeadamente:

  • a partir de 2016: 45% do peso médio dos EEE colocados no mercado nos três anos anteriores, considerando o peso total dos REEE recolhidos provenientes de utilizadores particulares e não particulares;
  • a partir de 2019: 65% do peso médio dos EEE colocados no mercado nos três anos anteriores ou, alternativamente, 85% dos REEE gerados em Portugal, considerando o peso total dos REEE recolhidos provenientes de utilizadores particulares e não particulares.

O esforço de toda a sociedade é fundamental para assegurar o cumprimento destas metas.

Com o aumento do consumo desenfreado de produtos (como aparelhos elétricos e eletrónicos), os ciclos de vida dos produtos é cada vez menor, aumentando o volume de resíduos gerados e que carecem de encaminhamento específico, entre os quais os REEE (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos) e RP&A (Resíduos de Pilhas e Acumuladores).

A reciclagem é positiva e benéfica para as pessoas, as empresas e o Ambiente.

 

Recolha de Resíduos

Após recolhidos através de canais corretos, os REEE seguem para a fase de consolidação, na qual são segmentados em grupos (categorias operacionais de tratamento) e podem ser preparados para reutilização.

A etapa da obtenção de matérias-primas (reciclagem) encerra o circuito e dá origem ao fabrico de novos produtos (incorporação de materiais na indústria).

Fluxo de Gestão de REEE

REDE DEPOSITRÃO

Pontos de Recolha

Rede Depositrão